A deputada estadual Cida Ramos assume o comando do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, neste sábado (13). Entra para a história como a primeira mulher a comandar a legenda no estado, mas com a missão de tirar o partido do “limbo” político em que se encontra.
Caberá a Cida liderar, e que ninguém duvide da capacidade da deputada de fazê-lo, mas também será preciso valer aquela velha máxima: “menos discurso e mais ação”, e por todas as lideranças petistas, com ou sem mandato.
A unidade interna que tanto se apregoa precisa ser (re)construída. Se for da boca para fora, o PT continuará assistindo a história passar.
E não adianta dizer que o partido é democrático quando já assistimos que não é tanto assim. As eleições municipais de 2024 em João Pessoa estão aí para contar, sem esquecer de outras recentes.
Processos internos atropelados embalados por disputas internas pelo poder. Poderiam até ser usados como justificativa se tivessem feito o PT avançar. O resultado: estagnação política.
Não é preciso vencer uma eleição, em termos majoritários, por exemplo, para ser protagonista. Mas, sempre dividida, a legenda tem se conformado com o papel de coadjuvante nas discussões externas.
As eleições estaduais e presidenciais do próximo ano já se mostram, agora, um desafio para o PT. Com a polarização longe de um fim, a reeleição do presidente Lula será sim um desafio. Mas, não dá para esquecer a Paraíba.
Passada a posse, caberá a deputada Cida Ramos colocar o partido na mesma mesa em que já estão sentados PSB, Republicanos e Progressistas. Pelo histórico da parlamentar, repito, sabemos que colocará. Mas, não sozinha. A unidade interna tem que ser projeto de partido, afastando a expressão da moda: “projetos pessoais”.
Posse – A solenidade acontecerá na sede da ASPLAN (Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba) e contará com a presença de lideranças políticas, sociais e militantes de todo o estado. Está marcada para às 11h.




