Discurso de Cícero estaria pronto, mas o que dirá João ao prefeito?

As especulações sobre o que dirá o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao governador João Azevêdo, no almoço das cartas na mesa, movimentam a imprensa. O encontro está marcado para o meio-dia desta sexta-feira (5). E o contrário: o que dirá o socialista?

Vejamos: Que não há motivos para rompimento? Que é inegável a parceria, a julgar pelo volume de obras do governo na Capital paraibana, sejam solo ou em conjunto? Que ele, João, apoiou Cícero em 2020 e que, em 2024, demoveu o PSB, seu partido, de lançar um nome e apoiar a reeleição? Que Cícero sabia que o vice-governador Lucas Ribeiro, em assumindo o mandato, seria naturalmente candidato à reeleição, e pelo grupo? Que Cícero precisa entender que ele, João Azevêdo, em entregando o mandato a Lucas não poderia apoiar Cícero, porque seria ir de encontro ao seu próprio governo? Que Cícero, lá atrás, nunca manifestou interesse em disputar o Palácio da Redenção? E que Cícero faça as contas sobre os prós e os contra de se lançar como terceira via?

Claro, Cícero, pela capilaridade política que carrega, teria “‘mi na mochila”, como diria lá em nós, para responder a todos esses questionamentos, mas precisa ter segurança de que uma vez dado o passo, terá que seguir adiante.

O prefeito da Capital dirá que não tem espaço na base governista, que está à frente das pesquisas e que só cobrou, até agora, critérios que para a escolha da cabeça de chapa, que não foi ouvido como deveria nas discussões, mas que apoiará João Azevêdo para a disputa por uma das vagas ao Senado.