O advogado do tenente-coronel Mauro Cid, Jair Alves Pereira, afirmou durante o julgamento da trama golpista, que teve início nesta terça-feira (2), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que o militar “pediu baixa” do Exército.
A expressão se refere à saída do militar dos quadros das Forças Armadas. Segundo o defensor, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro “não tem mais condições psicológicas” de continuar nos quadros das Forças Armadas após virar delator no processo.
O anúncio do pedido de demissão de Cid do Exécito ocorreu enquanto o advogado defendia a validade do acordo da delação premiada firmado por seu cliente. Os benefícios concedidos a Cid foram colocados em xeque pela Procuradoria-Geral da República, que viu omissões nos depoimentos prestados ao longo do processo.
“Se ele dá sustentação e dinâmica dos fatos, e dá, por que ele não teria os benefícios que ele ajustou? Não seria justo que o Estado, agora, depois de fazer tudo isso, depois de ele estar com cautelar diversa da prisão por mais de dois anos, afastado de suas funções. Inclusive, agora, pediu baixa do Exército, porque não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”, disse o advogado.




