É fato que o PT da Paraíba, na última década eleitoral, vem se contentando com o papel de coadjuvante e, ao final, não passou de figurante, seja por estratégias erradas ou por ingerências de agentes de fora.
A ausência desse protagonismo, inclusive, tem gerado queixas por parte de dirigentes, de que o PT não tem sido chamado para discutir chapa majoritária no âmbito da base do governador João Azevêdo.
Neste domingo (6), os filiados vão às urnas para a escolha do novo presidente estadual e que vai comandar a legenda nas eleições do próximo ano.
Independente do escolhido, o partido precisa reaprender a ser protagonista e não se trata apenas de ocupar uma possível cabeça de chapa, mas de posicionamento, de se firmar enquanto força. Hoje, o partido do presidente Lula, na Paraíba, é “nanico”.
Quatro estão na disputa pelo diretório estadual: o ex-presidente da CUT-PB, Arimateia França, a deputada Cida Ramos, Carlos Guedes e Luizinho Nunes. Cada um deles com seus “cabos eleitorais”.
Ex-presidente da CUT no estado por duas vezes, Arimatéia França tem o apoio do vereador de João Pessoa, Marcos Henrique.
A deputada estadual Cida Ramos pode se tornar a primeira mulher a comandar o partido no estado. Ela tem como aliados os atuais presidentes do PT na Paraíba e o de João Pessoa, Jackson Macedo e Marco Túlio Campos, respectivamente.
Já Carlinhos Guedes, militante histórico da legenda, é “apadrinhado” pelo deputado estadual Luciano Cartaxo e por Lucélio Cartaxo, além do ex-governador Ricardo Coutinho.
Outro candidato na disputa é o atual secretário de Organização do PT, Luizinho Nunes. Tem na retaguarda o deputado federal Luiz Couto.




