Não adianta pressão do Republicanos, do Progressistas e do PSB, nem mesmo apelo do presidente Lula, só quem pode decidir se estará pronto ou não para deixar o mandato antes e disputar uma das duas vagas ao Senado, será o governador João Azevêdo.
E, apesar da pressão interna por pelo menos uma sinalização oficial, João Azevêdo está mais para dar chá de cadeira nos mais agoniados do que mesmo se deixar vencer pelo avanço desses.
Os dois primeiros partidos acima têm interesse próprio: querem a cabeça de chapa. Em o governador saindo antes, terão mais tempo para uma disputa interna, com chances iguais, pode-se dizer assim.
Em que pese, todos falarem em unidade, é de se esperar que a mantenham porque, afinal, sozinhos, não chegarão a lugar nenhum. A não ser, claro, que se aliem à oposição, mas teriam que disputar espaços da mesma forma. Na política tudo é possível, inclusive nada.
Já o PSB nacional quer ampliar os espaços em Brasília e já manifestou, mais de uma vez, o desejo de ver o governador no Senado.
O presidente Lula, durante encerramento nacional do PSB, neste domingo (1º), voltou a dizer que o grupo precisa eleger mais senadores em 2026, como forma de conter a direita bolsonarista no Congresso. Falou olhando para João Azevêdo.
Por outro lado, há deputados estaduais da base que defendem que o governador cumpra o mandato até 31 de dezembro de 2026. Ficando, na visão de alguns, a condução do processo de sucessão seria mais simples.
João Azevêdo tem repetido que seu Plano A é disputar o Senado mas, para agonia de muitos, só definirá em abril do próximo ano, prazo final para desincompatibilização.




