O deputado federal Hugo Motta, presidente do Republicanos, tem adotado um tom mais “suave” em relação à discussão sobre quem vai encabeçar a chapa da base governista, nas eleições do próximo ano. Mas, o recado do discurso na filiação de Felipe Leitão, foi claro: o partido não será coadjuvante.
Será protagonista. Se isso significa ser cabeça de chapa, não foi dito claramente. Não houve gritos de guerra ou de indicativos de nomes para a disputa de 2026 no ato político desta sexta-feira (30).
Chamou atenção também o fato de que Hugo deu a entender que o partido quer apenas uma vaga na majoritária. Nesse caso, poderia se supor que seria a cabeça. Diferente dos discursos dos deputados Adriano Galdino e Murilo Galdino de que o partido deve que ocupar duas vagas.
“Queremos que o partido, nessa aliança, seja levado em consideração com a representatividade política que temos e, nessa discussão, não vamos abrir mão de assumir um projeto e um processo de protagonismo na eleição de 2026. O Republicanos não será coadjuvante, e esse papel de não sermos coadjuvantes nos obriga a cada dia trabalhar mais pela Paraíba”, destacou Hugo.
E reforçou o discurso da unidade: “Não tenho a menor dúvida que esse palanque unido, com o apoio do governador João Azevedo, do prefeito Cícero [Lucena] e dos outros partidos, como o Progressistas, o PSB, todos que estão nesse arco de alianças, será a força política que o povo da Paraíba irá confiar nas eleições do ano que vem”.
Já disse aqui que o discurso do partido, de que em 2022 apoiou o projeto de reeleição do governador João Azevêdo sem ter espaços na chapa, fica difícil de aceitar já que o Republicanos ficou ao lado de Efraim Filho, que disputava o Senado na chapa da oposição.
No segundo turno, quase que vai para o lado de Pedro Cunha Lima. Ponderou que tinha muito mais a perder do que ganhar, em relação principalmente aos espaços no governo e de olho em mais. Da mesma forma que perderá se resolver trilhar pelo mesmo caminho em 2026.
O partido é grande? Ninguém está dizendo o contrário. Sozinho ganhará a eleição? Não é impossível em se tratando de política mas, a preço de hoje, impraticável.




