Cartaxo diz que lideranças não podem ser tratadas como adversárias dentro do PT

O deputado estadual Luciano Cartaxo tem razão quando afirma que os dirigentes do PT, sejam eles estadual ou municipal, precisam “dar exemplo”. Ou seja, se o partido tem um candidato, por mais que se discorde, é preciso abraçar esse nome, gostando ou não.

Falando assim, parece simples, já que seria o caminho correto a ser seguido. Mas, não é isso que tem acontecido nas últimas eleições, e não é questão apenas de quem é o representante da legenda nos pleitos, mas nas interferências externas e nos rachas repetidos ao longo dos anos.

Nas eleições de 2024, Cartaxo acabou sendo alçado candidato a prefeito de João Pessoa pela direção nacional, com etapas sendo engolidas e sem o aval dos presidentes dos diretórios estadual e da Capital.

Em entrevista ao programa Meio-dia Paraíba (POP FM), nesta terça-feira (20), Cartaxo disse que o PT cresceu em todos os estados do Nordeste, menos na Paraíba. E que os membros precisam deixar de tratar lideranças da legenda como adversários.

“As pessoas precisam entender que o adversário está fora do partido. O PT na Paraíba tem essa coisa. Quando você começa a crescer, o próprio partido desce você. O PT cresceu no Nordeste todo e aqui ficou resumido a uma briga interna que não leva ninguém a nada”, criticou.

Ele espera que a renovação nos diretórios estadual e de João Pessoa possa melhorar as relações internas no PT da Paraíba. O Processo de Eleições Diretas acontecem em 6 de julho.

E, resolvida essa etapa, o partido entre no processo de discussão das eleições do próximo ano. Segundo Cartaxo, o PT não necessariamente precisa apresentar um nome para compor a chapa majoritária, mas que participe da formação, seja ouvido.