BR-230: sobra pai da criança e falta avanço nas obras

Não interessa se senador, deputado, prefeito, presidente de Câmara é o “articulador” de audiência com o governo federal para tratar da BR-230, seja duplicação ou triplicação, na Paraíba. O que falta mesmo é uma articulação conjunta, real, não fictícia.

Cada um que vai a Brasília, ou já estando lá, bate a porta de ministérios e, em seguida, se apresenta como “pai da criança” ou “pai da obra”. Está faltando espaço nessa certidão de nascimento assim como está faltando avanço nas obras.

Em que pese não serem desconsiderados os esforços, são bem-vindos, mas a impressão que passa é que esses agentes não conversam entre si. Ou seja, cada um que consiga “milhões”, mas não se tem no papel o saldo do dinheiro em caixa muito menos quanto falta.

Ou seja, vão lá, conversam, afirmam que o dinheiro virá, fazem foto, assinam papel. Tudo lindo. E depois… O dito popular “quem disso usa, disso cuida” precisa ser repensado na política.

A triplicação da BR-230 Cabedelo – João Pessoa, obra quase homérica, se arrasta desde 2017, ainda no Governo Michel Temer. O cidadão tem uma única certeza: dinheiro escoado pelo ralo. Por outro lado, sobram acidentes e, o pior, com vítimas fatais.

Até quando políticos vão parar de olhar para o próprio umbigo e fazer uma conta mais concreta? Parem de querer capitalizar voto. Vontade e empenho real seriam mais razoáveis porque o voto virá.

A duplicação da BR-230, de Campina Grande até a ‘Praça do Meio Mundo’, vai no mesmo caminho e olhe que as obras mal começaram. Também tem um ‘mói’ de pai e avançar que é bom, nada.

Ah! E ainda tem a duplicação da rodovia federal até o Sertão da Paraíba. Entra eleição e sai eleição, entra mandato e sai mandato, o discurso sempre presente, mas não saíram do canto.

E olhe, que a região movimenta a economia e garantiria, por baixo, uma hora de deslocamento a partir de Campina.

Esta semana, o tema voltou a pauta no eixo Paraíba-Brasília. E, mais uma vez, conversa bonita, mas de concreto na viabilização da obra, nada.

Grupos políticos alinhados, mas com cada um no seu quadrado, de nada adianta.

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