Sobre a debandada de deputados e de lideranças do PSB, durante a janela partidária, ex-governador João Azevêdo, que comanda a legenda na Paraíba, não subiu o tom, mas deixou recados: não incentiva decisões baseadas apenas em estratégia eleitoral, defendeu a coerência política e que não deu “aval” para quem deixassem a legenda.
“Sempre digo que, para mim, política é mais do que fazer conta. Não me sentiria bem estar num grupo político onde a minha identidade fosse completamente diferente apenas pelo fato de achar que ali teria mais chance de me eleger”, declarou em entrevista ao programa Meio-Dia Paraíba (POP FM).
João Azevêdo classificou as desfiliações como decisões pessoais e disse não ter problemas com quem saiu, mas ressaltou que cada escolha terá consequências.
“Em momento nenhum, estimulei a saída de quem quer que fosse. Ninguém teve o meu aval. Se alguém decidiu ir para outro partido porque acha que terá mais chance, não cabe a mim impedir. Não tenho o menor problema com relação a quem saiu, porque nós somos frutos das nossas decisões. No final, cada um vai avaliar se foi uma opção boa ou não”, pontuou.
Dos seis deputados estaduais, o PSB perdeu Júnior Araújo, João Gonçalves, Tanilson Soares e Tião Gones. Ficou com Chico Mendes e ganhou Eduardo Brito, que deve colocar a esposa, a ex-prefeita Isaurininha, em seu lugar na disputa.
Já o único federal, Gervásio Maia Filho, se filiou ao PCdo B. O partido de João perdeu ainda a ex-candidata ao Senado em 2022, Pollyanna Werton. Nos bastidores, comenta-se que o ex-governador teria ficou sabendo das movimentações pela imprensa.
O presidente do PSB-PB também destacou que, como dirigente partidário, sua prioridade é fortalecer o partido e reconhecer aqueles que permaneceram.
“Como presidente do partido, tenho a obrigação de agradecer e ressaltar aqueles que ficaram. Para quem saiu, sem problema, siga sua vida”, disse.





