A juíza Thamara Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, rejeitou pedido do deputado estadual Wallber Virgolino (PL) para que seja impedida as diplomações do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e do vice, Evilásio Cavalcanti Neto, que são filiados ao Avante.
Em decisão proferida nessa segunda-feira (20), a juíza também negou que, no lugar dos eleitos, fosse empossada a chapa perdedora nas eleições, encabeçada por Wallber.
A diplomação de Neto e Evilásio está marcada para o dia 25 de maio, de acordo com o calendário pré-estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.
Edvaldo Neto foi alvo na semana passada da operação Cítrico, desencadeada em parceria por Polícia Federal, Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, e Controladoria-Geral da União.
A ação apura atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação no município de Cabedelo.
O prefeito eleito estava à frente da gestão de forma interina desde dezembro passado, quanto a Justiça Eleitoral cassou o mandato de André Coutinho e determinou novas eleições.
A magistrada deferiu, por outro lado, pedido de Wallber Virgolino para que as provas emprestadas da operação Cítrico possam ser consideradas pela Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que aponta suposta participação do organizado na eleição de Neto. A peça pede a cassação da chapa eleita.
A juíza alegou que os pedidos feitos pelo deputado para impedir as diplomações exigem maior lastro probatório e que as provas poderão ser reavaliados após análise dos documentos emprestados da operação Cítrico.
Ainda nessa segunda-feira, Edvaldo Neto protocolou pedido na Câmara de Cabedelo para reassumir o mandato de vereador.





