Embora alguns setores do PT na Paraíba tenham sinalizado abertamente voto no ex-governador João Azevêdo (PSB) e no senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), para o Senado, as instâncias partidárias e o presidente Lula sabem que não podem abrir mão do apoio do ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley, também na disputa, e deve liberar seus filiados para escolher entre os três.
Caso aconteça, não pode ser encarado como um movimento destoante, mesmo a legenda estando em uma chapa majoritária, no caso, a que será encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro e que tem Nabor e João para o Senado.
Essa liberação incluiria os partidários do PV, que já sinalizaram pró-Cícero Lucena, e PCdoB. Eles integram uma federação com o PT.
No final de semana, o diretório municipal de Campina Grande divulgou uma nota, que não tem efeito de decisão na prática, em que fecha apoio a João e Veneziano. Assim fizeram, dias atrás, ex-presidentes do PT na Paraíba.
A resolução do diretório estadual datada de 11 deste mês, em que fecha apoio a Lucas Ribeiro, deixou em aberto a questão dos senadores. A presidente do PT-PB, deputada Cida Ramos, entende que os três nomes em debate apoiam Lula e que o presidente da República não pode abrir mão, ainda mais em uma eleição em que a polarização persiste.
Está claro que há uma disposição de manter a porta aberta a Nabor que, assim como João e Veneziano, já declarou que seu palanque é o de Lula. Apoio é apoio, e com as pesquisas colocando o senador Flávio Bolsonaro, que tem sido denominado pela oposição de “Bolsonarinho”, no “cangote” de Lula, ninguém vai rejeitar.





