A chapa da “pacificação”, proposta pela presidente do PCdoB na Paraíba, Gregória Benário – com Lucas Ribeiro, João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo – não “eliminaria” apenas Nabor Wanderley, pré-candidato ao Senado na pretensa chapa do vice-governador, mas rifaria Cícero Lucena, que é do MDB, da disputa pelo governo.
Na tese de Gregória, o Republicanos de Nabor não poderia espaço na chapa, ficaria com a vaga de vice. Disse também que caberia ao governador convidar Veneziano para voltar à base. Garante que ainda há tempo. “Seria excelente”.
A questão é que, na teoria, até poderia funcionar desde que as partes estejam dispostas. Na prática, torna-se impraticável. Veneziano teria que deixar Cícero de lado, e de quebra o apoio de Pedro Cunha Lima e companhia.
Na semana passada, em entrevista ao programa Hora H (Rede Mais), Gregória afirmava que apoia as duas gestões – governo e Prefeitura de João Pessoa e que precisa conversar com Lucas e Cícero. O PCdoB tem cargos dos dois lados. Mas, em uma disputa tão acirrada, precisará escolher um lado. Não dá para servir a dois senhores.




