Sorrisos e galinhada na mesa com político nem de longe garantem gestão de boa qualidade

Até se pode concordar que sorrisos atraem. Ou que sentar para comer galinha pode deixar eleitores “satisfeitos”. Quem nunca… Mas, é preciso concordar que esses gestos carismáticos, ou a ausência destes, nunca serão sinônimo de administração de excelência. Exemplos não faltam na Paraíba, positivos ou negativos.

A fala da deputada estadual Camila Toscano, de que o governador João Azevêdo seria uma “pessoa dura” e que a defesa pelo nome de Cícero Lucena passa pelo fato de a Paraíba sentir saudade de um “político raiz”, que “coma uma galinha com a população”, em referência a ex-governadores do seu campo, a exemplo de Ronaldo e Cássio Cunha Lima, mesmo estilo do prefeito da Capital, acende o sinal amarelo do debate político moderno.

Se o eleitor puxar pela memória, foi no Governo Cássio que o servidor estadual precisou fazer empréstimo para receber salário e o 13º, sem falar na cassação logo após a reeleição por abuso de poder econômico.

A “fase” vivida pela Paraíba foi relembrada, neste sábado (14), pelo deputado federal Murilo Galdino (Republicanos), em entrevista ao programa Poder e Notícia com Júnior Duarte e Napoleão Soares.

Em João Pessoa, não há atrasos de salários, é fato, mas a administração ainda precisa de uns bons ajustes, principalmente na área de saúde e no setor de obras. Mas, é uma gestão bem avaliada.

E o governador, segundo até as pesquisas que colocam Cícero, adversário do grupo de João Azevêdo, à frente, trazem a gestão do socialista como muito bem avaliada.

Por mais que a oposição tente colocar no governador a pecha de “mau humorado”, ainda que o fosse, não deveria ser critério ‘Número 1’ para avaliação de competência e boa gestão em uma eleição, por exemplo.

Dia desses, o prefeito de Caldas Brandão, Fábio Rolim, até elogiou João Azevêdo enquanto governador, mas disse “nota zero” enquanto político. Difícil entender o que quer o prefeito.

Cada vez mais consciente, o eleitor quer obras e ações que realmente impactam em suas vidas. E tem cobrado cada vez mais. Porque tudo cansa não é mesmo.

Quem analisa política sabe: administrações não sobrevivem de com tapinha nas costas, sorrisos e confraternização. Muito menos, o tal do “político raiz”.