Após articulação de Hugo Motta, Câmara aprova criação do Instituto Federal do Sertão

A Câmara Federal aprovou o projeto que institui o Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSPB), iniciativa que amplia a oferta de educação profissional e tecnológica no interior da Paraíba. Com a deliberação, a proposta segue agora para análise do Senado.

A tramitação da matéria ocorreu sob a presidência do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que ressaltou o papel estratégico da interiorização do ensino federal como instrumento de desenvolvimento regional e redução das desigualdades educacionais.

A articulação foi feita diretamente por Hugo junto ao presidente Lula (PT), que encaminhou a proposta para aprovação pelo Congresso.

O novo instituto terá sede no município de Patos e será estruturado a partir de campi atualmente vinculados ao Instituto Federal da Paraíba localizados no Sertão. Devem compor a nova instituição as unidades de Patos, Sousa, Cajazeiras, Princesa Isabel, Itaporanga e Catolé do Rocha.

O presidente da Câmara afirmou que a Prefeitura de Patos doará o terreno para a construção da Reitoria do IF do Sertão.

Para Hugo Motta, a criação do IFSPB representa a consolidação de uma demanda histórica. “Essa é uma luta antiga do nosso mandato, construída em diálogo permanente com a comunidade acadêmica, professores, estudantes e gestores. O Sertão precisava de um instituto com identidade própria, capaz de responder às vocações e às necessidades da região”, afirmou.

O parlamentar também destacou a importância do investimento na juventude como base para um futuro mais justo. “Interiorizar o ensino federal é garantir que os jovens não precisem deixar suas cidades para ter acesso à educação de qualidade. É investir em formação, em oportunidades e em um futuro melhor para quem vive no Sertão paraibano”, completou.

A criação do IFSPB se insere na política de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, ampliando o acesso à formação técnica e tecnológica e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região.

Após a apreciação no Senado, o texto poderá seguir para sanção presidencial, etapa final para a oficialização do novo instituto.