A saída do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima da disputa pelo governo da Paraíba deixou uma pergunta a ser respondida em 2026: para onde vai o grupo Cunha Lima ou parte dele.
Pedro, em vídeo postagem nas redes sociais, afirmou que não será candidato nas eleições do próximo ano, apesar de até dias antes garantir que estaria na disputa. Também estava cotado para ocupar uma vaga de vice, mas descartou de início a possibilidade.
Tal qual o PT, Pedro está dividido entre manter a aliança com o senador Efraim Filho, seu aliado desde as eleições de 2022, ou dar as mãos ao prefeito da Capital, Cícero Lucena, reativando antigas alianças políticas, e ao aliado recente, o senador Veneziano Vital do Rêgo.
O fato é que, querendo ou não, Pedro precisará apontar um caminho aos seus mais de 1 milhão de eleitores que votaram nele no segundo turno de 2022. Além de posicionar o partido que comanda, o PSD, em uma aliança.
Nos bastidores, se especula que Pedro, o ex-senador Cássio Cunha Lima e o deputado federal Romero Rodrigues anunciem apoio a Cícero ainda na primeira quinzena de janeiro. Também está no radar que o ex-vice-prefeito de Campina Ronaldo Cunha Lima Filho seja indicado vice. Cícero tem dito que quer um companheiro de chapa da Rainha da Borborema.
A outra parte do grupo Cunha Lima, que tem a frente o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, já escolheu um lado, o de Efraim Filho. Além de serem do mesmo partido, o União Brasil, o senador tem ajudado a gestão em meio a uma crise de gestão na saúde do município.
A psicóloga Juliana Cunha Lima, esposa de Bruno, tem sido cotada para a vaga de vice na chapa.
Bruno, aliás, acabou sendo criticado por Romero, que defende que o grupo se Campina caminhe junto. É possível? Sim. As duas chapas das oposições – Efraim e Cícero – estão com os mesmos espaços a preencher: a vice e uma das vagas ao Senado.
Mas, pelo antagonismo político, será muito difícil conciliar Veneziano, aliado de Lula, e Marcelo Queiroga, defensor de Jair Bolsonaro, em uma mesma chapa.




