O ano de 2026 inicia com algumas “pendências” político-eleitorais. O BLOG Sony Lacerda pontua aqui as principais e que devem ser resolvidas até o prazo final de desincompatibilização, que é 4 de abril. A primeira delas é o “puxa encolhe” da federação partidária Uniao Progressista.
O comando nacional da União Progressista precisa decidir até março, no máximo, com quem ficará o comando na Paraíba, até por um questão de respeito aos atores envolvidos. Os grupos do senador Efraim Filho (União Brasil) e do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro disputam esse espólio eleitoral.
Lucas e Efraim são pré-candidatos ao governo, mas por campos opostos. O senador, já com aliança sacramentada com o PL, é um dos nomes das oposições.
O vice-governador é o escolhido pela base governista para a sucessão de João Azevêdo, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado. Está ancorado pelo Republicanos, PSB, Agir 36 e Solidariedade.
Poderiam ficar juntos? É possível. Mas, alguém teria que abrir mão da disputa, o que não parece ser o caso a julgar pelo discurso dos dois pré-candidatos. Ninguém está disposto a ceder.
Março seria o prazo final já que, a depender de com quem ficará, o outro grupo terá até 4 de abril – prazo final para troca de legenda, visando concorrer as eleições de 2026 – para traçar um novo caminho.
No campo nacional, PP e União Brasil estão divididos entre apoiar o Governo Lula e orbitar a oposição. Na Paraíba, o PP é governo e já fez acenos ao presidente Lula, inclusive, garantindo palanque para o petista.
Já o União Brasil com Efraim está cada vez mais ligado ao bolsonarismo. A pré-candidatura de Efraim Filho foi “abençoada” em ato político no estado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.




