Podem dizer tudo menos que o deputado estadual Felipe Leitão não é ousado caso se confirme a decisão de deixar o “conforto” da base governista onde, em tese, teria chances de apoios concretos para ser o futuro presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, para apoiar a pré-candidatura ao governo do prefeito Cícero Lucena (MDB), com quem tem ligações fraternas.
Certamente, não é, aliás não foi, uma escolha fácil, ainda mais se tratando de futuro político.
O tom da entrevista coletiva de logo mais trará palavras como independência e coerência. Essa última se levar em conta que não obteve o apoio do grupo Ribeiro – Aguinaldo, Daniella e Lucas – nas eleições de 2024, em Bayeux, quarto maior colégio eleitoral do estado e que a esposa, Tacyana Leitão (PSB), foi eleita prefeita.
A mudança de ares traz alguns questionamentos: Felipe continuará no Republicanos, partido para o qual migrou recentemente e que apoia o nome do vice-governador Lucas Ribeiro?
Se houver troca de partido, um dos caminhos é o MDB do senador Veneziano Vital do Rêgo.
Outro questionamento é se o parlamentar entregará os cargos que ocupa no governo do estado, como bem disse em entrevista recente?
Se Felipe perde ou ganha, ele deve ter pesado na balança os prós e contra, mas é fato que o projeto de ser presidente da Assembleia Legislativa passa diretamente pelo resultado das urnas. Em Cícero sendo eleito governador, ajuda. Em não, terá que começar a construção praticamente do zero.




