Suplente de senador da PB é alvo de operação contra fraudes no INSS

O advogado e empresário Erik Marinho, segundo suplente do senador Efraim Filho (União-PB), é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Federal. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A informação é do Blog Wallison Bezerra.

O ministro determinou que Erik seja monitorado com tornozeleira eletrônica e entregue o passaporte às autoridades.

Na fase de hoje, a PF disse que busca “aprofundar as investigações e esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.

Natural de Chapadinha, no Maranhão, Erik Marinho é apontado pela Polícia Federal como pessoa que tem relação direta com diversas empresas e pessoas associadas ao núcleo empresarial-político da organização criminosa centralizada por Antônio Camilo, o Careca do INSS.

Segundo a representação da PF, Marinho é casado com Joelma dos Santos Campos, sócia da empresa Air Connect SA, cujo endereço é o mesmo onde está registrada a empresa Voga Serviços Contábeis, que pertence a Alexandre Caetano dos Reis, contador da Air Connect e de diversas outra empresas vinculadas ao grupo de Careca do INSS.

Para os investigadores, há uma “complexa rede de empresas de fachada vinculada a ERIK e a sua esposa JOELMA”.

PF entendeu, ainda, que “ANTÔNIO e ERIK MARINHO mantinham condutas ativas voltadas à ocultação e movimentação de bens e valores, inclusive com indícios de operações no exterior”.

Relação de Marinho com o senador Weverton – Investigadores da Polícia Federal avançaram a apuração sobre Erik Marinho após o senador Weverton (PDT-MA) compartilhar o uso de um jatinho com o lobista Careca do INSS.

Segundo reportagem divulgada em setembro pelo Portal Metrópoles, a aeronave pertence a Erik Marinho que defende Careca do INSS no STF.

À época, Marinho confirmou que Careca e o senador fizeram uso do avião, mas argumentou se tratar de uma “mera coincidência”.