Bastou o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, dar o ‘Sim’ ao senador Efraim Filho para o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), “avalista eleitoral” do gestor, afirmar que o posicionamento do grupo precise, digamos, ser um consenso entre todos.
Disse que não participou da escolha de Bruno, mas que respeita. “Não é prego batido e ponta virada, acho que não é uma decisão final, espero que a gente consiga se entender em torno de uma decisão conjunta”, declarou, em entrevista à CBN Paraíba.
A questão é: qual motivo Romero daria a Bruno para que não vote em Efraim? Será difícil convencer.
O consenso é possível, mas a cada dia parece ficar mais distante. É preciso lembrar que as oposições, na qual o grupo de Bruno e Romero está inserido, andam fragmentadas e não é de agora.
Passadas as eleições de 2022, a verdade é que ninguém assumiu, de fato, o comando das oposições. Agora, Romero querer cobrar decisão conjunta a Bruno, não é justo.
Em 2025, apesar da torcida pelo racha na base governista, quem rachou foi a oposição. Não que mudaram o foco, ao contrário, até receberam o reforço do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
A divisão ficou por conta dos projetos pessoais. Efraim, Veneziano, Cícero, sem falar na indefinição de Pedro e Romero, já estão em palanques diferentes.
Romero lembrou que Bruno contou com apoio de vários aliados em momentos decisivos. “Lá atrás teve muita gente que ajudou na eleição e reeleição do prefeito Bruno. Acho que, se tiver espaço para conversar, a gente toma uma decisão mais fortalecida. Até já havia conversado com o prefeito Bruno para a gente tomar uma decisão de forma conjunta. Espero que assim seja”, afirmou.




