Está mais fácil Efraim aceitar Pedro como “opositor” do que na chapa com Cícero

Em entrevista ao Podcast ‘A Tal da Política’, o senador Efraim Filho (União Brasil), que é pré-candidato ao governo, rodou, rodou, mas não cravou sobre o apoio de Pedro Cunha Lima (PSD) para 2026. Repetiu que há “sintonia”.

O fato é que, a preço de hoje, Efraim deve torcer muito mais para que Pedro se mantenha na disputa, enxergando a possibilidade de união em um eventual segundo turno, do que ver o grupo Cunha Lima – que inclui Cássio e ainda o deputado federal Romero Rodrigues – se coligar com o prefeito Cícero Lucena já no primeiro turno das eleições.

A chegada de Cícero à corrida eleitoral, e pelas oposições, provocou uma redistribuição das forças, até então bem agrupadas. Até então, eram apenas Efraim e Pedro, buscando se viabilizar, e o nome mais forte seria o candidato do grupo.

Efraim nem pode criticar o prefeito de João Pessoa que fez, este ano, o mesmo movimento de Efraim em 2022, quando deixou a base do governador João Azevêdo alegando falta de espaço para disputar a vaga ao Senado.

Óbvio, se fosse por quesito de lealdade, Efraim poderia cobrar de Pedro. Mas, em cenário de sucessão, a sobrevivência política sempre fala mais alto. Aguardemos.