Setores do PL que são “do contra” deveriam encarar a volta do comunicador Nilvan Ferreira ao PL como um puxador de voto e não, problema. O partido tem três deputados estaduais – Caio Roberto, Sargento Neto e Walber Virgolino. E vai precisar da tal “calda” para, pelo menos, manter a bancada atual. Ou não?
Não é que Nilvan não tenha potencial para se eleger deputado estadual. Os desempenhos nas últimas eleições mostram que tem. Mas, o PL está em uma polarização e que os partidos de Centro dominam as vagas na Assembleia Legislativa. Ou seja, não será fácil a disputa de 2026.
Lembrando que Caio deve seguir o pai, o deputado federal Wellington Roberto, prestes a desembarcar no MDB após ser deixado de lado pela direção nacional do PL e perder o comando na Paraíba.
Walber tem sido um dos mais críticos ao retorno de Nilvan. Cita a proximidade do comunicador com o governador João Azevêdo nas eleições municipais de 2024 em Santa Rita, além de sugerir que o comunicador não seria tão bolsonarista quanto prega.
O deputado estadual Sargento Neto não é contra, mas a favor também não parece ser. Quer ouvir de Nilvan se este vai apoiar o senador Efraim Filho (União Brasil), alçado pré-candidato ao governo do PL e do bolsonarismo.
Disse ainda que Nilvan chega ao PL pela porta dos fundos, “empurrado de goela abaixo”. E que ele e Walber não foram procurados para conversar.
Sargento Neto sugeriu que o PL reúna o diretório estadual, comandado pelo ex-ministro Marcelo Queiroga, para discutir esse retorno, que já pode ser dada como certa.
Voltando à “calda” para se montar uma chapa proporcional competitiva, os 406.604 votos de Nilvan em 2022, quando disputou o governo, não podem ser desconsiderados. Já Walber obteve 49.419 e Sargento Neto, 20.602.
E outra: se os partidos políticos fizerem um retrospecto de quem sobre fidelidade de posicionamento, não fica um inteiro. Sobrevivência tem sido a palavra-chave.




