As oposições caminham para duas candidaturas ou mais nas eleições do próximo ano, na Paraíba. E, mais uma vez assistiremos a um debate “chapa branca” entre eles. Ou seja, ninguém bate em ninguém, direcionando os ataques para o candidato da base do governo. Mas, em algum momento terão que brigar para não correr o risco de serem parados ainda no primeiro turno.
Para a eleições de 2026, o cenário é de sucessão já que o governador João Azevêdo estará encerrando 8 anos de mandato. O nome apoiado pela base é o do vice-governador Lucas Ribeiro (PP).
Pela oposição, se desenha um cenário com o senador Efraim Filho (União Brasil) e o prefeito da Capital, Cícero Lucena, prestes a se filiar ao MDB. E tem ainda o ex-deputado Pedro Cunha Lima, que se mantém na disputa, mas é disputado por Efraim e Cícero.
Nas eleições municipais de 2024, esse bate bola foi escancarado entre os prefeitáveis Luciano Cartaxo, Ruy Carneiro e Marcelo Queiroga. Os três contra o prefeito e então candidato à reeleição Cícero Lucena. Resultado: o “azarão” Queiroga passou na frente de um ex-prefeito e de um nome já conhecido na disputa e chegou ao segundo turno.
Sem falar na queda da qualidade dos debates eleitorais, não apenas pelo bate bola da oposição, mas pelo conteúdo. Sofrível assistir.
Agora, os pretensos governáveis da oposição podem ocorrer no mesmo da estratégia se entrarem em uma campanha querendo amaciar a vida dos “colegas” pensando em uma união no segundo turno.
Claro, o candidato do governo, principalmente em cenário de sucessão, precisa estar preparado. Também é papel da oposição questionar. Agora, se é para ser oposição “chapa branca” porque danado não entrar na disputa com um nome só. Não seria mais “fácil”? Seria.
Mas, ao mesmo tempo em que são “amigos”, pelo menos na eleição do próximo ano, se conflitam em relação a polos antagônicos nacionais e ninguém quer perder os espaços conquistados. Resumindo: vão ter que brigar.




