Depois de fazer acenos, Efraim agora foca para tirar Cícero do seu encalço

A narrativa do senador Efraim Filho (União Brasil), para as eleições do próximo ano, mudou de foco. O objetivo agora é minar a pré-candidatura do prefeito da Capital, Cícero Lucena (futuro MDB), ao governo.

Entende-se que o candidato da base governista, no caso, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), pela base no entorno e estando no comando do estado, estaria no segundo turno. Com quem é que estaria em disputa agora.

Desde o final da semana passada, Efraim tem reverberado o discurso de oposição a Cícero, que deixou a base governista de forma a se viabilizar na disputa. O senador quer comparar mandatos. Ou seja, os oitos anos de Cícero pelos seus três. “Quem fez mais?”, tem dito Efraim.

Mas, não há como comparar, ainda mais que há um fator que não pode ser desconsiderado: as milionárias emendas parlamentares impositivas que não existiam quando Cícero esteve no Senado Federal (2007-2015).

As emendas impositivas foram instituídas em 2015, quando Cícero deixou o Congresso, e de, lá para cá, os valores só aumentam, dando aos deputados e senadores “cabos eleitorais” de bandeja, sem fazer esforço, nem gastar um centavo do próprio bolso.

O movimento de Efraim estranha, a princípio, já que ele sempre fez acenos para que Cícero viesse para os braços da oposição. Talvez não acreditasse que o prefeito faria esse movimento e que, em mesmo isso acontecendo, seria um aliado no sentido de abrir mão da disputa e não, um opositor.

Também está em jogo o apoio do grupo Cunha Lima – Cássio, Pedro e Romero Rodrigues. Efraim sabe que não pode ficar sem essa aliança, mesmo tendo sido abraçado pelo PL. E Cícero já estaria em conversas avançadas com o grupo. Ou seja, quem conquistar Pedro, irá mais forte ao primeiro turno de 2026.