Os partidos que integram a base do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), precisam entender que tudo o que foi costurado para as eleições de 2024, quando o gestor foi reeleito, não será possível para 2026. Não com Cícero fora do grupo comandado pelo governador João Azevêdo (PSB).
Logo mais, a federação Solidariedade-PRD, comandada pelo deputado estadual Eduardo Carneiro e o vereador da Capital, Fábio Carneiro, se reúne para oficializar a saída da base de Cícero após ter os indicados exonerados. Mas, já lançaram o questionamento: porque uns estão sendo “punidos” e outros não?
Como o grupo estava junto desde as eleições de 2020, até de antes, a divisão formada após Cícero decidir manter seu nome para a sucessão de João, torna claro que não dá para servir a dois senhores, ou seja, se colocar à disposição de dois opositores.
A política, leia-se em todo o país, ainda não atingiu esse nível de maturidade. Pode-se chegar lá? Sim. Agora? Um dia…
As cobranças têm surgido dois lados, principalmente quando há cargos envolvidos, e os dois estão certos. Em relação aos ocupantes de mandatos eletivos – vereadores e deputados -, ainda há um tempo para uma definição que seria abril do próximo ano, data em Cícero e João decidirão se deixam a Prefeitura e o Governo para chegar às convenções. Aí sim, esses serão instados a escolher.
Os discursos do bom e velho “lá e lô” também precisam ser “atualizados”, até para não confundir a cabeça do eleitor, intencionalmente ou não.




