Será que é possível unir as oposições na Paraíba ainda no 1º turno?

Por mais que algumas lideranças que integram as oposições na Paraíba, divididas entre a direita bolsonarista e a centro-direita, insistam que é possível unir os dois lados ainda no primeiro turno, na Paraíba, é difícil enxergar.

Será que o eleitor bolsonarista se vê pedindo votos para o senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB, cuja principal bandeira de campanha é sua aliança com o presidente Lula?

Ou será que o eleitor petista pediria voto para o senador Efraim Filho, alçado pré-candidato ao governo apoiado pelo PL de Jair Bolsonaro, e que, mesmo com cargos no governo federal, nunca defendeu Lula?

A chapa que se desenha, além de Efraim na cabeça, teria o presidente do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, e Veneziano como candidatos ao Senado. O nome a vice ainda não entrou na discussão, mas Efraim já citou o nome do ex-deputado Pedro Cunha Lima, que já avisou que não quer, por ora.

Perguntado se estaria confortável em pedir voto para Veneziano, o deputado federal Cabo Gilberto Silva foi sincero: “Tenho respeito pelo senador Veneziano. Porém, como a defesa dele é muita enfática do governo Lula, fica muito inviável para eu pedir voto para ele na Paraíba”.

Para Cabo Gilberto, esse seria um dos motivos pelos quais ele considera inviável a união das oposições ainda no primeiro turno.

E, assim como o deputado, muitos bolsonaristas pensam igual, assim como petistas.