Entra eleição e sai eleição, a oposição não consegue virar o disco

A oposição na Paraíba, e não é de agora, que emprenha discursos de “forças de segurança são mal remuneradas”, “não tem água nas torneiras do povo”, a “educação vai de mal a pior” e por aí vai. Mas, até esse momento, ainda não apareceu uma proposta concreta.

Que o diga o senador Efraim Filho, pré-candidato ao governo. Em entrevista à Arapuan FM, nesta segunda-feira (22), repetiu um discurso que vem das eleições de 2022.

Tipo: se as forças de segurança da Paraíba ganham o pior salário do país – em que pese o governador João Azevêdo já ter rebatido com números -, qual seria a proposta real de aumento, por exemplo. Dizer apenas que ganham mal, é fácil. É preciso dizer o que e vão fazer para melhorar esses salários em Real ($). Vão reajustar os salários logo após a posse?

Fala-se no déficit de policiais. OK! Mas, vão fazer concurso imediato? Em quanto tempo pretende sanar esse déficit? Não se escuta ninguém falar sobre isso. Mais uma vez: só dizer que falta, é fácil. O que será feito, sem demagogia, ainda não convenceu.

É óbvio que as forças de segurança precisam de reajuste, de reforço. Mas, ninguém aguenta mais ouvir discurso bonito.

Com relação à segurança hídrica da mesma forma. O que a posição pretender fazer, construir barragens? Mas, em quanto tempo e onde? Prazo, se tem?

Na educação, o quadro que pintam é de desolação. Mas, se sabe que não é bem assim. Em sendo, hipoteticamente falando, vão fazer o que no dia seguinte: construir escolas e em quanto tempo? Melhor a merenda já no dia seguinte? Fazer concurso imediato e contratar a todos?

Acredito que ninguém fez as contas porque não é interessante fazê-las. É preciso sair desse ciclo vicioso de discurso eleitoral e mostrar como vai fazer concretamente que as críticas, caso cheguem ao poder, deixarão de ser verbo para se transformar em ação eficaz.

Claro, esses questionamentos valem também para a situação, não apenas para a oposição.