Herança maldita, armadilha… O prefeito de Cabedelo que lute

Para quem ainda não entendeu, o rombo financeiro na Prefeitura de Cabedelo tem nome e sobrenome. O que aconteceu de fato, e ninguém vai confirmar publicamente, é que o prefeito André Coutinho (Avante) parece ter caído em uma “armadilha” eleitoral/administrativa do antecessor Vitor Hugo Castelliano (Avante). Essa é a análise feita, nas últimas horas, por aliados e até opositores de André.

Primeiro, o ex-prefeito teria inchado a folha de pessoal, nos últimos anos de gestão, com cabos eleitorais fiéis e que, nos bastidores, segundo interlocutores contaram ao BLOG, têm atuado contra a atual administração.

Depois, a Operação En Passant, deflagrada pela Polícia Federal, apontou o envolvimento de Vitor Hugo com o crime organizado nas eleições. Ao que tudo indica, esqueceu de combinar, ou avisar, ao seu sucessor.

Vitor Hugo também teria esquecido de avisar sobre a saída da Petrobras das operações no Porto de Cabedelo e que acarretaria em perda financeira para o município.

Resultado de tudo isso: um déficit de R$ 120 milhões em 2025. O rombo levou o prefeito André Coutinho a promover duas medidas de redução de custos, entre revisão de contratos, demissão de comissionados e corte de gastos em seis meses de gestão.

Sobre as medidas de André, Vitor Hugo resolveu se calar até o momento, apesar de estar claro que o rombo é herança, mas sempre que é falado sobre possível rompimento com o sucessor faz questão de ir às redes negar e dizer que “está tudo bem”.

Sobre a “armadilha”, setores da oposição têm chamado atenção para isso. Um deles fez a seguinte leitura ao BLOG: o ex-prefeito de Cabedelo é pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. Em a gestão de André Coutinho afundando, Vitor Hugo poderia voltar à disputa pela Prefeitura em 2028, seja com ele na cabeça de chapa, a depender do desempenho nas eleições do próximo ano, ou indicando a esposa para a disputa.