É correta a análise do jornalista Luís Torres, sobre o presidente Lula e um palanque para chamar de seu na Paraíba, nas eleições do próximo ano. Aliados, sim, o petista tem. Palanque sólido, com um candidato ao governo, ainda não.
Vejamos: dos nomes que já estão na rua, na Paraíba, cinco são de partidos de Centro-direita, abertos ou não oposição a Lula, e um da direita bolsonarista.
Da base governista, o vice-governador Lucas Ribeiro e Cícero Lucena são filiados ao Progressistas que, no campo nacional, comandado pelo senador Ciro Nogueira é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Tem ainda Adriano Galdino, que integra o Republicanos, partido da base de Bolsonaro. Mas, o deputado tem se apresentado como o único pré-candidato ao governo, hoje, que defende Lula.
Por outro lado, levando em conta as questões partidárias, de quem seria o palanque de Adriano? De Lula ou de quem Bolsonaro ou o Republicanos indicar?
Os dois maiores aliados de Lula na Paraíba são o governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pré-candidatos ao Senado. Os dois caminham em lados opostos e deverão estar em chapas que, a preço de hoje, não darão palanque a Lula como um todo e o petista precisa já que deve buscar a reeleição.
João com uma chapa a ser encabeçada por PP ou Republicanos – é o desenho atual -, já que o PSB ainda não tem nomes postos para a disputa.
O PT também não se manifestou sobre lançar um nome, pelo menos até o momento. O partido realizará eleições internas no dia 6 de julho para escolha do novo presidente estadual.
Já Veneziano deve compor com PSD e União Brasil. A primeira legenda, comandada por Gilberto Kassab, é oposição a Lula e tem Pedro Cunha Lima na disputa pelo Palácio da Redenção.
O União Brasil formou federação com o PP e, mesmo com cargos no governo, os integrantes na Paraíba fazem oposição ou se intitulam “independentes”. No campo nacional, o União tem ministérios, mas não é tão aliado assim. O nome do partido no estado é o do senador Efraim Filho.
Por fim, o palanque efetivamente da direita, a ser comandado pelo ex-ministro Marcelo Queiroga. Não tem o que comentar: será de Bolsonaro e do seu ungido.




