Será que dá certo unir as oposições como defende Sargento Neto?

O deputado estadual Sargento Neto (PT) voltou a defender a união das oposições para as eleições do próximo ano, caso o grupo queira vencer. Ele não é favorável a duas candidaturas ao governo. Disse que é preciso sentar a mesa e buscar um consenso.

Mas, pelo andar da carruagem, ceder não parece fazer parte da estratégia de nenhum dos dois grupos que integram a oposição. Além de faltar certa sintonia entre os principais integrantes desses grupos.

A questão é que a oposição puxada por Campina Grande, que tem como líderes o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD) e o senador Efraim Filho (União Brasil), é mais conhecida.

Pedro tem o recall de 2022 – chegou ao segundo turno contra o governador João Azevêdo – e Efraim está com o pé na estrada desde o final do ano passado. Ainda tem o deputado federal Romero Rodrigues, que já desistiu duas vezes, mas está se escalando para a corrida.

Já a oposição puxada pela Capital paraibana, que tem o ex-ministro Marcelo Queiroga, Sérgio Queiroz e o deputado federal Cabo Gilberto Silva, ainda carece de se estadualizar.

Enquanto o primeiro grupo vai de Campina ao interior, o segundo circula mais pela Região Metropolitana de João Pessoa.

O fato de Queiroga chegar ao segundo turno em João Pessoa, nas eleições de 2024, não significa dizer que a disputa pelo governo está ganha. Ele chegou a dizer que poderia abrir mão para apoiar outra candidatura.

Sargento Neto também esqueceu que, unir as oposições significaria ter representantes dos antagônicos Lula – nesse caso, o senador Veneziano Vital do Rêgo – e Bolsonaro na chapa. Será que daria para fechar os olhos a isso?