Após viver a tensão da guerra entre Israel e Irã, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, fez duras críticas diretas ao Itamaraty. Segundo ele, o tom foi muito mais de crítica do que de solidariedade apoio à comitiva de autoridades brasileiras que ficou presa em Israel durante o agravamento do conflito.
Ele retornou ao Brasil nesta quarta-feira (18) após deixar Israel na última segunda-feira (16) e iniciar o processo de retorno ao Brasil via Arábia Saudita após articulação direta do filho, o deputado federal Mersinho Lucena.
Durante entrevista coletiva, em um hotel da Capital, Cícero disse que esperava mais empenho do governo brasileiro para garantir a segurança do grupo, que contava com prefeitos, governadores e secretários de vários estados.
“Me estranha profundamente que o Itamaraty não soubesse onde estavam as autoridades brasileiras e o que estavam fazendo lá. Pareceu mais uma nota para justificar a omissão. Faltou solidariedade”, disparou o prefeito.
Apesar disso, Cícero destacou o apoio das embaixadas brasileiras em Israel e na Jordânia, que agiram com agilidade para facilitar vistos e garantir a saída segura do grupo.
“A embaixada da Jordânia foi exemplar. Conseguimos os vistos, o transporte e toda a logística em tempo recorde. Se não fossem essas embaixadas, estaríamos sozinhos”, completou.
Ele detalhou a missão que o levou a Israel e os custos da viagem. Ele e outros prefeitos participavam do Muni Tour 2025, um programa de cooperação internacional voltado ao desenvolvimento urbano e segurança cidadã.
Segundo ele, a ida ao país foi custeada integralmente pelo governo israelense, incluindo passagens e agenda oficial.
Na coletiva, ele esteve acompanhado de Mersinho, do vice-prefeito Leo Bezerra e do secretário de Comunicação, Janildo Silva. Vereadores da base, além do deputado federal Murilo Galdino, dos deputados estaduais Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa, João Gonçalves, Tanílson Soares e Taciano Diniz estiveram presentes.





