O ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL) foi preso, nesta sexta-feira (13), em Recife (PE). Na última terça-feira (10), a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação para investigar o ex-ministro.
No documento, a PGR também defendeu a determinação de busca e apreensão e quebra do sigilo telefônico e de mensagens de Gilson Machado.
Para a PGR e para a PF, havia indícios de que o ex-ministro do Turismo tentou emitir um passaporte português em maio de 2025 para que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, deixasse o Brasil.
Nessa quinta-feira (12), Machado acompanhou a agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro no Rio Grande do Norte.
Havia um pedido de prisão do tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator da tentava de golpe de estado. Mas, segundo informações da Globo News, a prisão teria sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Cid vai depor logo mais às 11h na sede da Polícia Federal.
Cid, Bolsonaro e outros 29 são réus por uma tentativa de golpe de Estado que, segundo a PGR, tinha o objetivo de manter o ex-presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Conforme a Polícia Federal, Gilson Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal em Recife (PE), em maio de 2025, a fim de obter a emissão de um passaporte português para Cid, o que teria a finalidade de viabilizar a saída de Cid do território nacional.
A Polícia Federal diz ainda que encontrou no celular de Cid arquivos que mostram que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tentou, em janeiro de 2023, a obtenção da cidadania portuguesa.




