O deputado estadual Adriano Galdino afirmou que se o vice-governador Lucas Ribeiro assumir o mandato, caso João Azevêdo antecipe a saída em abril do próximo ano, a gestão do progressista seria “menor” do que a do socialista.
Mas, seria correto comparar sete anos de mandato de João com os oito meses que Lucas terá, se assumir? É uma conta que não fecha já que não haveria parâmetros para uma comparação. Galdino disse que não pode julgar e, nesse ponto, nem teria como.
Seria preciso um desastre administrativo de grandes proporções para que se desmanche 7,3 anos em menos de um. Sem falar que o governador tem repetido que a gestão dele e de Lucas se encerra em 31 de dezembro de 2026, independente dos passos a serem tomados em relação às eleições. Em resumo: não são gestões separadas.
E lembrando que, como 2026 é ano eleitoral, desses oito meses que Lucas teria, pelo menos quatro estariam engessados devido à legislação eleitoral.
Há de se ter cuidado para que certos discursos, ainda que não sejam intencionais, não descambem para uma espécie de “bullying” ou até mesmo preconceito.




