Troca de farpas entre Cabo Gilberto e Walber expõe a fragilidade do PL

A troca de farpas entre os deputados Cabo Gilberto Silva e Walber Virgolino só vem a expor o que já se comenta: a fragilidade do PL na Paraíba. O partido tem definhado eleitoralmente desde as eleições de 2022, quando saiu dividido na disputa pelo governo da Paraíba.

À época, o racha interno entre os integrantes do bolsonarismo raiz, leia-se Cabo Gilberto, Walber e o então candidato Nilvan Ferreira – terceiro colocado na disputa – e o grupo do então comandante da legenda, o deputado federal Wellington Roberto foi exposto.

Nilvan foi pouco ou quase nada apoiado internamente e, após um racha com Cabo Gilberto e Walber deixou a legenda. Os dois últimos decidiram esquecer as críticas e abraçaram Marcelo Queiroga.

Agora, com 2026 batendo à porta, o PL está sem Wellington à frente – estuda, inclusive, deixar a legenda -, tendo o ex-ministro Marcelo Queiroga na presidência estadual e resumido a lideranças muito mais próximas do ex-presidente Jair Bolsonaro, ou tentando “tirar uma casquinha”, do que com mesmo com o partido em si.

No PL, atualmente, é literalmente cada um por si e o partido só servindo para assinar as atas dos registros de candidaturas, isso se conseguir formar as nominatas para deputado estadual e federal.

Queiroga foi alçado a condição de pré-candidato ao Governo da Paraíba por Bolsonaro em pessoa, mas ainda não começou a andar pelos 223 municípios da Paraíba. Cabo Gilberto e Walber, que diga-se de passagem nunca foram melhores amigos, estão às turras novamente.

É bom lembrar que, na Paraíba, o histórico de Bolsonaro como “cabo eleitoral” não é bom.