As críticas feitas pelo deputado estadual Manoel Ludgério (PSDB) aos colegas Tovar Correia Lima e Camila Toscano, por não abrirem espaço a ele na Assembleia Legislativa, têm sua razão de ser. Ele é o primeiro suplente do partido e assumiu com a licença de Fábio Ramalho.
Claro, ninguém é obrigado a ceder a titularidade, mas o novo modelo de chapa proporcional, onde os suplentes importam e muito, mostra que é preciso repensar essa “não obrigação”.
O Republicanos, com oito deputados estaduais eleitos, foi o primeiro partido na Casa a abrir espaços para os suplentes. Pelo menos quatro suplentes assumiram os mandatos. Silvia Benjamin, por exemplo, ficou na titularidade por mais de ano.
O desabafo de Ludgério aconteceu durante a posse de Fábio Ramalho como secretário do Governo Bruno Cunha Lima, em Campina Grande, nesta segunda-feira (31). Ele disse ter sido ignorado por lideranças do PSDB quando buscou espaço na Casa legislativa.
“Deputado Tovar e a deputada Camila se negaram a abrir um espaço na Assembleia para alguém que esteve ali na fronteira de luta, de trabalho, de dedicação por um projeto de oposição. E Fábio foi o único deputado do PSDB que abriu esse espaço para que, no ano passado, eu tivesse assumido um período de quatro meses na Assembleia”, disse.
Manoel Ludgério perdeu a vaga para Tovar por apenas 85 votos de diferença. Os mais de 23,4 mil votos ajudaram o PSDB a eleger três deputados.